PÁGINAS  
   ENQUETE  
Qual a sua preocupação com o meio ambiente?
Utiliza as lixeiras de coleta seletiva?
Tem o hábito de reciclar lixo diariamente?
Economiza energia?
Consome marcas ecologicamente corretas?


   PUBLICIDADE  
   ESTATISTICAS  
Total de Visitas: 7869173
 Online Agora: 19
Opinião
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  03/11/2020 às 21h06
Compartilhar no Orkut Comentários ( 0 ) Comentar Link: Fonte
As Eleições e a Demência Brasileira

03/11/2020 às 21h06

*Dr. Leonardo Torres

O Brasil está cada vez mais demente: presidente com sentimento persecutório e contra vacina, senador fugitivo escondendo o dinheiro nas nádegas, candidatos canastrões que fazem estripulias para chamar atenção e conquistar votos. Enquanto isso, a fome e a miséria aumentam, as matas são incendiadas e as mortes pelo COVID-19 não cessam. E ainda, a aprovação do presidente cresce, por ter implementado um auxílio emergencial que não foi ele quem planejou.

Nem mesmo Kafka, Huxley, Saramago ou Shakespeare sequer imaginariam escrever um romance comparável ao que nosso país passa neste momento. Não somente por que os personagens que atuam no palco político são peculiares, mas também porque o público que os assiste atuar - os eleitores - também estão cada vez mais dementes.

A palavra "demente" provém "da-mente". Aqui se exclui qualquer conotação pejorativa da palavra. Vale lembrar Edgar Morin quando afirma que o ser humano é Sapiens e Demens, ou seja, pautado tanto pela racionalidade quanto pelas emoções e pela mente.

Apesar da neurociência já ter provado que é impossível separar a racionalidade das emoções, temos que tomar cuidado para não cair em racionalismos. De acordo com E. Morin, o racionalismo é uma razão tendenciosa, autoritária e paranoica, ou seja, são aquelas justificativas simples e fáceis de se entender, que normalmente elegem e projetam suas emoções em um inimigo. Por exemplo: as fake news nas últimas eleições para presidente promoveram em grande parte da população brasileira um contágio desses racionalismos e suas emoções projetadas.

É possível escapar desse circo? Não, mas é possível e importante incluir nesta equação a variável da consciência e da racionalidade (sem ismos). Estas são responsáveis pela reflexão crítica dos acontecimentos atuais. E aquela frase de C. Jung: "até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino", coloca a responsabilidade desse circo demente de eleitos e eleitores nas mãos dos cidadãos. Nós, brasileiros, devemos saber se vamos continuar batendo palmas e incentivando os eleitos a dançar ou se usaremos nossas mãos para votar corretamente. (Comunicação Corporativa)

*Dr. Leonardo Torres, 30 anos, psicoterapeuta junguiano e palestrante






Avaliação (Vote clicando) - 0 voto(s)
 (0.00)
12345678910

Deixar Comentário

[ 0 ] comentário(s)

Nenhum Comentário ou aguardando aprovação



 
.:: Mais Notícias sobre Opinião
21/06/2021
O CARRO NA ESTRADA
15/06/2021
AS LIÇÕES DA CRISE
11/06/2021
Prejudicar o aposentado também é prioridade da reforma administrativa
01/06/2021
MANAUS, A TRAJETÓRIA DO CAOS
11/05/2021
Curiosidades da CPI da COVID-19
26/04/2021
A ONDA DO MEIO DA PIRÂMIDE
22/04/2021
Como a política anti meio ambiente brasileira reforça o racismo ambiental
12/04/2021
Desenvolvimento e Crescimento em Tempos de Pandemia
01/04/2021
O papel constitucional das Forças Armadas
15/03/2021
Chimpanzé e Maquiavel contra Gandhi
22/02/2021
A Estampa da Malandragem
09/02/2021
Fim do Auxílio Emergencial e a Fome
02/02/2021
Vacina pouca, meu braço primeiro?
27/01/2021
Vacina da Covid-19: O que leva tantas pessoas a duvidarem da ciência?
22/01/2021
A diplomacia do ataque e seus efeitos colaterais
08/12/2020
O Programa dos 100 Dias
01/12/2020
Um Drible Aqui, Outro Acolá
19/11/2020
APAGÃO ILUMINA O AMAPÁ
03/11/2020
As Eleições e a Demência Brasileira
22/09/2020
A Solidariedade e a Pandemia
   PUBLICIDADE  
 
 
 
 
   
   
® O Imparcial
Rua Quirico Marini, 55 - Rio Pomba - Minas Gerais
Telefone: 32-3571-1822 / E-mail: jornal.oimparcial@uol.com.br