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Crônicas Aristides Souza
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  05/09/2020 às 07h36
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Independência do Brasil

05/09/2020 às 07h36

Aristides de Souza Gomes

Estamos na primeira semana do mês de setembro de 2020, aproximando-nos das comemorações de uma data histórica (07 de setembro de 1822), quando nosso país, após mais de 03 séculos de período colonial, conseguiu através de Dom Pedro I, dar o brado de "Independência ou Morte", palavras essas proferidas às margens do riacho Ipiranga, na cidade de São Paulo. Tratou-se de um momento marcante e de tamanha relevância para todos nós brasileiros, de todas as classes sociais, haja vista que, a partir de então ficamos livres do jugo de Portugal. São passados 198 anos de liberdade  e de podermos através dos poderes constituídos, gerir os nossos próprios destinos, imbuídos do espírito de civismo que deve reger nossa conduta. 

Somos cônscios de que não há como levar avante algum plano governamental  que se tem em mente, sem o devido e competente enfrentamento para conquista de tal objetivo, uma vez que sempre existiram, existem e existirão movimentos favoráveis e contrários seguindo muitas vezes, interesses pessoais  e coletivos de muitas categorias profissionais, e daqueles que exercem uma atividade incompatível à dignidade humana.                 

Dom Pedro I rebelou-se às ordens da coroa portuguesa que ordenara sua volta a Portugal, preferindo seguir as orientações de sua esposa Maria Leopoldina e do conselheiro José Bonifácio. Assim, atendeu também a um certo clamor popular que pediam sua permanência no Brasil. Já não havia mais um clima favorável para que nosso país continuasse sob o jugo do governo português, agravado com o consequente abuso de nossas riquezas de todas as espécies, a exploração de trabalhadores em geral, dentro de um sistema corrupto jamais combatido  pela inexistência, até então de quem dispusesse de autoridade para frear esses malfadados desvios de conduta.                         

A partir de 1831, Dom Pedro I abdicou do poder e nomeou como sucessor seu filho Pedro II, com apenas 06 anos de idade, o qual somente veio a assumir o posto de segundo imperador do Brasil em 1841, quando declarada sua maioridade. Nesse interregno, fomos governados por governados por uma regência trina e una, de acordo com o momento. Em 1889 deu-se a proclamação da república através de Deodoro da Fonseca, o qual veio a ser nomeado Presidente da República, tendo permanecido no poder até 1991, iniciando um novo período em nossa história, que se mantém até os dias atuais.                           

Desde então tivemos diversos presidentes eleitos até 1930, quando iniciou-se a era Getúlio Vargas, mantendo-se no poder até 1945, tendo em vista a implantação do chamado Estado Novo em 1937. A partir de 1945 outros presidentes foram eleitos até que em 1964, com a deposição do então Presidente João Goulart, tivemos o início da ditadura militar que se estendeu até 1985, quando se deu a tão propalada anistia política, reiniciando a volta dos políticos ao poder. Em 1988 promulgou-se a constituição cidadã, mantida até os dias atuais, com eleições livres e diretas para todos os níveis do Legislativo e do Executivo.                          

Todavia, há que se lamentar essa postura assumida por todos aqueles que conduziram nossos destinos desde o período colonial, monárquico, estendendo-se ao período republicano, com o qual convivemos pela cultura de ampla corrupção em todos os segmentos políticos, judiciais e até religiosos, onde a troca de favores em prol do exercício do poder pelo poder, sempre favorecendo as classes dominantes ao longo da história. Não há um posicionamento capaz e isento por parte dos órgãos competentes para, pelo menos minimizar tais abusos e desmandos no trato da coisa pública, ferindo o erário e, via de consequência, causando o empobrecimento de nosso país com seu desgaste ético e moral perante a esfera internacional.                           

Que a Independência do Brasil seja também a de todo povo brasileiro, principalmente quando enfrentamos reformas que vão de encontro aos reais anseios da classe pobre, humilde e sempre trabalhadora, cumprindo fielmente com seus deveres, dentro das leis vigentes.

 

                                AVANTE BRASIL. FÉ E ESPERANÇA.

 

                                     Rio Pomba-MG. setembro de 2020.






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