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Crônicas
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  09/06/2020 às 20h07
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Mediocridade Cotidiana

09/06/2020 às 20h07

*Juarez Alvarenga

As asperezas da realidade nos destroçam perante o colapso de nosso íntimo. A repetitividade aprisiona nossos espíritos. É, como uma fogueira, onde só resta brasa. Motivação humana, perante a vida, é coisa rara, o homem é escravo do cotidiano, a racionalidade imposta nos incomoda como um baile sem músicas.

O ser humano faz tudo para sobreviver, mas faz pouco para ser feliz, nos permitindo questionarmos se é possível ser feliz nesta morna vida. Nesta praia mansa, sem ímpetos interessantes, nos faz crer que libertar da repetetividade é um sonho de todos os seres humanos, mas conquista inatingível a nós mortais.

A vida é uma fábrica de contrariedades, onde o estereotipo é o massacre de sensações suaves. Contrariedades e decepções são paradigmas deste conturbado cotidiano moderno e uma forma, onde a personalidade humana se insere maltratada pela estreiteza da falta de novidades.

Reinventar o cotidiano, e, nele depositar as sensações, que não tem preço, é o grande desafio humano. Atingir o ímpeto da felicidade, adaptando ao cotidiano parece um sonho distante.

Por isto, a mediocridade nos leva a trincheira da insatisfação. E nesta guerra, somos destruídos pelos vírus das enfermidades do espírito. Reconhecer o inconforto, sem poder libertar, é uma das teses mais labiritincas que o homem é incapaz de solucionar. Conviver com as intempéries é o grande desafio do homem moderno.

Com a infelicidade interiorizada, o homem moderno, vence só desafios externos, mas é destruído pelos abismos escuros, onde não se vê a felicidade. Hoje, o homem assume o mundo, sem assumir a si próprio. Conquista, mas é derrotado pela destruição das sensações agradáveis.

A preocupação humana é só sobreviver, quando deveria ser viver bem. E para isto, é preciso depositar no cotidiano, nas superfluidades esquecendo a obsessão da realidade imediata. Trabalhar, comer e dormir é muito pouco para a grandeza humana. Tem que haver pelo menos um gol de Romário ou um verso de Fernando Pessoa para entreter e enfeitiçar nossa existência.

*Advogado e escritor






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