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Crônicas
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  23/05/2020 às 11h42
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A Segunda Metade da Vida

23/05/2020 às 11h42

*Juarez Alvarenga

As construções de nossas vidas são intermináveis. E sua solidez é proveniente dos erros consertados no seu desenrolar. Perfeição deve ser uma busca e não um resultado real.

Na primeira fase da vida temos entusiasmo sem experiência. Agimos mais com o instinto do que com a inteligência. As estratégias nascem do coração e sua vinculação com os sonhos camufla a possibilidade de acertos.

Absorvemos o arco íris com intensidade e os nossos problemas serão desfeitos na velocidade das nuvens passageiras. Inocentes nas ações e milionários de sonhos só podem dar num céu imaginário. Com o desenrolar de nossas vidas somos obrigados confrontarmos as fragilidades de nossos sonhos com a consistente realidade. Esta não entra em nós de uma vez. Cada utopia morta faz ressurgir uma fonte intensa que caminha velozmente em direção ao riacho ainda raso. A perda dos sonhos nos entristece como a absolvição da realidade nos agiganta.

Se a primeira fase da vida é de plantar sem planejamento, a segunda é de colher.

Sabemos da existência da fruta da melancia. Sua parte superior é doce e gostosa ao caso que a base é amarga. Não devemos ser voraz consumidor da parte superior na primeira fase da existência. Temos que ser comedido, deixar para segunda fase resquícios substanciais para enfeitar nosso fim.

Primeiro tem que conscientizar que somos responsáveis pela produção da parte superior da melancia. Nós devemos fazer sua logística e nós mesmos devemos plantar. Na vida não existe melhor plantador do que nós mesmos, pois somos responsável direto de nosso destino.

Sabemos que não devemos abdicar da base da melancia, porém ela é inevitável, cabe então degustar com resignação.

Não existe ainda na vida melancia transgênica, ou seja, só com a parte superior ou só com a parte inferior. Algumas existências têm predominância de uma ou outra, mas nenhuma é isenta de ambas.

A proporção será como temperamos nossas vidas individuais. A possibilidade de uma colheita com maior densidade da parte superior dependerá de várias condicionantes, inclusive de nosso tempo interior.

Amaldiçoar a existência por achar que esta é só constituída da base da melancia é ser construtor permanente de canteiros inférteis.

Se a primeira fase da vida foi só de sonhos e a segunda sem resultados, cabe acreditar numa terceira fase transcendental, onde recebemos a melancia como dádiva sem trabalho e também só com a parte superior gostosa e doce.

Enquanto permanecermos na segunda fase e o bálsamo existencial não aparecer, devemos ser piratas do otimismo e da ação. Acreditar sempre que o tempo é bom para plantar e que a parte superior compensa a inferior.

Se você está na segunda fase da vida só saboreando a parte amarga, perceba que existem ainda muitos canteiros vazios e que o sol nasce todos os dias para você iniciar uma nova plantação.

*Jornalista e escritor






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