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Rio Pomba
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  27/12/2019 às 16h51
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Hospital S. Vicente de Paulo levanta sua voz e conclama ajuda e parcerias
Saúde, direito de todos e dever do Estado

27/12/2019 às 16h51

O ano era 2012, o Hospital passava por sua pior crise financeira e gerencial, as dívidas somavam mais de seiscentos mil reais e a gestão era realizada por uma empresa terceirizada, sem competência e credibilidade. Os responsáveis eram leigos em administração e sem um real compromisso com nossa cidade e região. O Hospital estava fadado a encerrar suas atividades, funcionários e médicos não viam saída, os insumos já eram escassos, equipamentos já estavam ultrapassados e sem a manutenção básica, o último Alvará Sanitário era de 2008.

Após várias reuniões entre funcionários, Corpo Clínico e representantes municipais, decidiu-se que a causa não seria abandonada, Rio Pomba não poderia ser mais uma das muitas cidades desamparadas e sem uma estrutura básica de Pronto Atendimento, internações e cirurgias.

Trinta foi o número de voluntários que em 2013 tomaram posse da gestão do Hospital, a Diretoria foi eleita e o Presidente escolhido por unanimidade foi o querido e competente Jairo Cristhian, Kiko como é conhecido. O ano foi de muita luta, “choque de gestão” e muitas negociações, o empenho e a esperança eram claramente percebidos nos olhos de todos os funcionários e médicos. Em menos de 12 meses as dívidas já estavam quitadas, a equipe era valente.

Os dois anos subsequentes foram de gestão pura, estratégia, o Hospital fora credenciado na Rede de Urgência e Emergência da Macro Sudeste MG, mutirões de cirurgias, contratualizações mais vantajosas com o SUS, reformas, aquisição de equipamentos mais modernos, contratação de muitos profissionais, médicos especialistas e a construção da Sala de Emergência devidamente equipada foram algumas das conquistas.

Com o crescimento da demanda de serviços, as exigências também foram aumentando, o Hospital precisava construir uma nova Central de Material Esterilizado, dentro dos padrões aceitáveis, as reservas financeiras permitiram sonhar mais alto, a UTI e as novas enfermarias entraram nos planos. Iniciaram-se as obras em junho de 2015, um projeto ousado, modelo, mais moderno do que muitos hospitais de destaque da região.

Diante das dificuldades enfrentadas no ano de 2016, por uma questão de responsabilidade as obras foram paradas, apenas a CME e a nova clínica foram concluídas. Os anos de 2017, 2018 e 2019 foram marcados por uma forte crise, atrasos de repasses e exigências não faltaram. O caixa se esvaiu, voltamos à estaca zero, a sofrer com a miséria que é a “Saúde” brasileira.

Muitas foram as tentativas de receber os recursos atrasados, alguns acordos já não podem ser cumpridos integralmente, a instituição sofre, a população mais ainda. Os repasses médico-hospitalares sobre procedimentos do SUS estão com valores congelados há mais de 15 anos, a Rede de Urgência e Emergência há mais de 6 anos. Não precisamos ser experts para perceber que existem inúmeros reajustes de valores de materiais, medicamentos, salários e serviços deste tempo para cá.

Havemos de reconhecer a inércia dos representantes públicos locais e regionais, o maior gargalo é o Pronto Atendimento, onde está disponibilizado dois médicos diuturnamente, equipe de Enfermagem, recepção, medicamentos, exames, sobreaviso de Anestesiologia, Obstetrícia, Cirurgia Geral, Ortopedista e Pediatria para as Urgências e Emergências.

O hospital atende uma população de cerca de 40 mil habitantes, são mais de 3.000 pacientes por mês. Toda essa responsabilidade é dos municípios, e da Rede de Urgência e Emergência, cabe ao hospital prestar os serviços e não financiá-los, tais gastos deveriam ser divididos de forma justa. Infelizmente os valores são insuficientes, ainda contamos com o desrespeito e irresponsabilidade da Prefeitura de Silveirânia, esta que não repassa nenhum subsídio desde meados de 2013 e pior do que isso, seu atual representante brada em eventos públicos que não possui esta obrigação.

Irresponsável e desumano, finge não saber que quando seu munícipe chega ao hospital, o recurso falta, aquele recurso irrisório para uma prefeitura, gasto aos montes em festas e inutilidades.

A nova diretoria foi eleita no dia 05 do corrente mês para o novo triênio. No próximo ano os representantes do Hospital exigirão das autoridades municipais da região um maior aporte financeiro e de responsabilidades. Exigiremos também a participação do Ministério Público nas negociações.

Cabe ressaltar que a Lei nº 8.080/90, visando a atender o disposto nos artigos 196 e 197 da Constituição Federal, especifica em seu artigo 2º:

Art. 2o – A saúde é um direito fundamental do ser humano devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.”

Conforme também o artigo 23, inciso II, da Constituição Federal, é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios cuidar da saúde e assistência pública.

Sendo assim, respeitadas as competências fixadas pela Lei nº 8.080/90 e o princípio da descentralização político-administrativa do Sistema Único de Saúde - SUS, todos os entes da Federação, cada qual no seu âmbito administrativo, têm o dever de zelar pela adequada assistência à saúde aos cidadãos.

Os municípios devem possuir seus Prontos Socorros, caso não possuam, devem referenciar e custear tais atendimentos através de convênios como hoje existe com as prefeituras de Rio Pomba e Tabuleiro. Ressaltamos que estes municípios cumprem devidamente os contratos. Porém, precisaremos rever valores que também estão defasados há anos.

Agradecemos os movimentos de apoio, doação e voluntarismo que sempre nos é ofertado pela população, seja através de leilões, festas, doação de alimentos, tecidos, material de limpeza e higiene e até valores financeiros. Obrigado pela confiança.

O Hospital não se acovardará, fará jus ao seu papel de prestar um serviço de qualidade e digno que a população merece receber. Buscaremos melhorias, corrigir erros e aprimorarmos cada vez mais. Certos que precisaremos de apoio, conclamamos a população para esta luta, a esperança não pode morrer, a saúde pública de qualidade não pode ser utopia, não deve ser tratada desta forma. BASTA!

 

A DIRETORIA

 






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