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Crônicas de Valéria Áureo
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  22/11/2019 às 18h55
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Foi tudo para o vinagre

Povo e ditos populares

22/11/2019 às 18h55

Valéria Áureo

Quando eu era menina pequena lá em Rio Pomba, parodiando Joselino Barbacena,* eu sempre prestava muita atenção nos provérbios e ditos populares que sintetizavam uma sabedoria natural e deliciosa. Entre eles, eu me recordo bem de: "foi tudo para o vinagre", a vaca foi para o brejo", "danou-se a nega do doce" ou "levou o aio"... Nesses casos, expressões que queriam refletir o fracasso de alguma empreitada a qual se dedicou tempo e trabalho. No caso de "levou o aio..." a chuva caía desafortunadamente na sexta-feira da paixão, dia do plantio do alho. Choveu, levou o aio!... E o alho ia enxurrada abaixo.

Temos expressões divertidas, que nascem da inspiração do povo, para definir muitos sentimentos e situações, onde a espontaneidade é mais eloquente que muitas palavras. A coisa  vai, vai, vai até que "a porteira que deixa passar um boi, deixa passar uma boiada" e, "depois da porta arrombada, coloca-se a tranca"... Se o sujeito se esquece que "antes que o mal cresça, corta-se-lhe a cabeça", aí não tem jeito e chega a hora de "a onça beber água". Bons conselhos, boa inspiração e luz acesa antes que o mal aconteça. É como o candeeiro bem colocado, porque “candeia que vai à frente alumia duas vezes."

O vinagre nunca esteve tão em alta. Nas guerras, o vinagre era recomendado aos soldados, principalmente quando atuavam em ambientes úmidos, para prevenção de possíveis contaminações microbiológicas, bem como para desinfetar e temperar os alimentos. Pois vinagre está na moda, mais do que nunca, debutando nas passeatas. Alta de preços - coisas de mercado, questão entre a demanda e a oferta. Alta na busca do produto para a limpeza e para as saladas: vinagre de uva, de maçã, de cereais, de álcool, a escolher. Vinagre nas saladas de verduras, saladas do vilão da era tomate e alface. Aliás, alface é remédio natural que cura a insônia e noites mal dormidas e deixa o cidadão mais calmo, no meio das saladas urbanas de gás lacrimogêneo, de bombas de efeito moral, balas de borracha e convocações virtuais para os protestos nas recentes reivindicações, já que "a fome faz sair o lobo do mato." E, se a questão é fome "em casa onde não há pão, todos gritam e ninguém tem razão". A Cristo deram fel e vinagre na sua fome e sede... Sim, ao mais pacífico dos homens.

Vinagre está em alta, usado para emagrecer, inclusive. Isto serve para a dieta de  quem come muito doce e engorda sem querer... Ora, "com vinagre não se apanham moscas." Agora o vinagre foi às ruas, como já esteve nos fronts, deixando os restaurantes e as salas de jantar.

Povo, tal qual o vinagre, está em alta e reconhece a sua força. Torço para que "Povo", entidade organizada pelo espírito de luta e nacionalismo, não se transforme em massa de manobra. Torço para que "Povo" preserve os anseios dos jovens da classe média que se reuniram e foram às ruas em passeatas pacíficas, para reivindicar direitos. Desejo que "Povo" não se deixe manipular pelos argutos abutres de plantão. Que "Povo" erga somente a bandeira da paz. Pois é... A coisa começa de um jeito e depois fica incontrolável, confusa... E os oportunistas assumem a paternidade, quando o filho "parece" bonito, porque ninguém é pai de filho feio. Tem mais; “quem ama o feio, bonito lhe parece.” Se "quem conversa muito dá bom dia a cavalo", "falar é prata e calar é ouro". Se, "em boca calada não entra mosca," "cala-te boca!"

"Ainda que sejas prudente e velho, não desprezes o conselho". Os problemas aparecem quando se desfazem as alianças e juras políticas, ou juras de amor." É quando se separa que se conhece o cônjuge". Em síntese:- "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades."

O momento é propício para se entender que: "Com direito do teu lado nunca receies dar brado" Para isto, meus amigos, há os meios legais. Sou pela Ordem e Progresso. Não há lugar para distúrbios sociais e guerrilhas urbanas, porque todos pagaremos o preço do caos. O mundo não absorve mais a violência. Evoluímos e o caminho a perseguir é o da Paz pela Lei.

* Personagem de Antonio Carlos Pires e seus divertidos bordões, na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anísio

 

CRÔNICA REPRODUZIDA DA EDIÇÃO O IMPARCIAL DE JULHO DE 2013






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