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Saúde
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  26/09/2019 às 20h05
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Saiba como agir e cuidar de deficientes

26/09/2019 às 20h05

 Repórter Janary Bastos Damacena

A luta diária das pessoas com alguma deficiência no Brasil precisa ganhar visibilidade. Observado números nacionais, é possível perceber a relevância do tema: Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, mais de 12 milhões de pessoas tem deficiência mental ou intelectual, seja do tipo visual, auditiva, motora ou mental/intelectual. Isso corresponde a quase 6,7% da população no país.

Avalia-se que existe uma quantidade de pessoas que sofrem preconceito e discriminação, principalmente as crianças. Esse é o caso da Andréa Quadros, mãe da Júlia, uma adolescente que nasceu com encefalopatia crônica, mais conhecida como paralisia cerebral. 

“Eu já sofri diversos preconceitos. Já tive pais que tiraram filhos da escola porque minha filha estava na sala. Eu já tive pais que viraram para as crianças e falaram ‘não chega perto dela porque ela baba e você pode pegar a doença dela’. Eu já ouvi de tudo né, e são dezessete anos de caminhada. E faz parte da pessoa sair do luto e ir à luta”.

Para ampliar a conscientização da população e evitar o preconceito às crianças com deficiência, é preciso divulgar informações sobre o assunto e estimular debates, como explica a doutora Ellen de Souza Siqueira, que é neuropediatra da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Como qualquer cidadão, as pessoas com deficiência têm o direito a todos os tipos de cuidado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) quando precisarem de orientações ou tratamentos, incluindo serviços básicos de saúde como vacinação, assistência médica ou odontológica, ou ainda serviços de atenção especializada, como reabilitação e atenção hospitalar. Quem explica mais é o coordenador de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Ângelo Roberto Gonçalves.

“O SUS está preparado para atender as deficiências tanto na deficiência auditiva, na deficiência visual, na deficiência física e mental. O CER está dividido inclusive nessas habilidades, CER I, CER II, CER III e o CER IV. O que determina ele ser II, III e IV é que ele tem mais de uma especialidade. Ele pode ser uma especialidade auditiva mais visual, auditiva mais física, física e mental”.

“Geralmente quando é diagnosticado algum tipo de deficiência logo no nascimento, muitas maternidades encaminham diretamente para um centro especializado em reabilitação. Outras, que aí acaba demorando um pouco mais, eles acabam encaminhando para uma UBS que inicia a demanda e depois para um CER, aonde ele possa a partir daí ter o devido tratamento”. 

E apesar de ser responsabilidade do Governo Federal criar as políticas públicas, acompanhar e monitorar essas estratégias para melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência, o papel da família é fundamental nesse processo, como garante Ângelo Gonçalves.

“O SUS tem toda a condição desse atendimento, de explicar aos pais, de explicar o que é aquele episódio, o que é aquela característica, o que é aquela deficiência. Qual a incumbência de cada de cada setor, qual a incoerência de cada personagem, seja incumbência dos profissionais, seja incumbência dos pais. Lembrando que é muito importante que os pais sejam inseridos no programa de tratamento porque geralmente os pais replicam isso em casa e isso é de fundamental importância para que se tenha êxito”.

Além de criar mais conteúdos com informações sobre os cuidados para as pessoas com deficiência física, o Ministério da Saúde trabalha para ampliar o acesso dessas pessoas aos serviços de saúde pública. Existem no Brasil 228 CER habilitados pelo Ministério da Saúde no país. Além dos CER, a Rede de Atendimento à Pessoa com Deficiência conta com 37 oficinas ortopédicas e 259 Serviços de Reabilitação habilitados em modalidade única.

Por isso é importante procurar uma unidade de saúde o quanto antes, assim o tratamento e a reabilitação começam mais cedo, proporcionando resultados mais efetivos como a melhoria na qualidade de vida da pessoa com deficiência física e, também, para toda a família. 






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