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Crônicas de Aristides Souza Gomes
Postada por:  Redação (Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio),  em  18/09/2019 às 19h47
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Independência do Brasil
Aristides Souza Gomes

18/09/2019 às 19h47

 O dia 07 de setembro p. passado marcou mais um ano de nossa independência, ou seja, 197 anos em que nos libertamos do jugo de Portugal, através do brado de "independência ou morte",  feito às margens do riacho Ipiranga pelo então imperador Dom Pedro I, no ano de 1822. Desde então, essa magna data é solenemente comemorada por todos os brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste de nossas fronteiras, por todos aqueles que sempre nos representaram e nos representam, de acordo com o andar dos tempos, nos mais vários segmentos imperialista, sejam públicos ou privados, somando-se a essas comemorações todos os cidadãos brasileiros, trabalhadores e partícipes na condução do crescimento e pleno desenvolvimento de nosso país, na  indústria, comércio, na área rural, com preparação do campo para o plantio e colheita dos alimentos, além de outras atividades profissionais, dentro do verdadeiro espírito de amor a terra. Nos grandes centros do país, realizam-se anualmente os desfiles cívico-militares, misturando-se autoridades diversas e o povo em geral. Nas pequenas e médias cidades do país, existem também os desfiles escolares, dando ênfase, assim, ao sentido de respeito e patriotismo, ante uma conquista que custou muito caro àqueles que envidaram todos os esforços em prol de tão grande conquista.    

Esses mais de 300 anos de período colonialista, sob o domínio português (1500/1822), fez com que um novo período viesse a marcar nossa história, sob o regime imperial, pondo-se um fim ao período colonial. Inobstante muitos fatores positivos terem nos ajudado sobremaneira, na fase colonial, as explorações de nossas riquezas naturais, vegetais e animais, além de maus tratos aos indígenas e outras categorias de baixo poder aquisitivo e cultural se fizeram presentes e patentes  em nosso meio, mediante abusos de diversas naturezas, em favorecimento a muitas castas que aqui aportaram, aliados a setores de nosso país, que sempre buscaram se locupletar sob a mais torpe atitude insensata e da falta de amor aos mais necessitados e excluídos.  

Já em 15 de novembro de 1889, ou seja,  67 anos após decretada nossa independência, tivemos a proclamação da república  por parte do Marechal Deodoro da Fonseca, o qual veio a ser designado o primeiro presidente do Brasil. Dessa forma,  estamos próximos de podermos comemorar 130 de período republicano, o que dar-se-á dentro de 02 meses. A história contada  por grandes estudiosos no assunto, passa a todos nós os acontecimentos que vem sendo vivenciados e enfrentados ao longo dos tempos, desde nossa descoberta, somando-se já 519 anos de Brasil colônia, império e república. Importante salientar que, nada menos do que 07 constituições foram promulgadas, sendo a primeira delas, em 1824, no período imperial; as demais foram todas no período republicano: 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988, tendo recebido essa última o título de constituição cidadã, após o regime militar que tomou conta do país, de 1964 a 1985.

 Torna-se imperioso perguntarmo-nos: desde que a família real portuguesa apossou-se do Brasil em 22 de abril de 1500, até o presente momento,  setembro de 2019, desvios de conduta sob os mais diversos prismas, deixaram de ocorrer nos mais diversos segmentos responsáveis em cuidar de nossas grandes riquezas? Não houve e não há uma extrema violação dos mais elementares direitos dos povos, principalmente os mais pobres e marginalizados, de raça negra, trabalhadores nas mais variadas camadas profissionais, bem como dos indígenas? Uma prova inequívoca de que somos desrespeitados em nossos direitos primordiais, é a das muitas constituições impostas em curto espaço de tempo, sem que as mesmas sejam aplicadas "ipsis literis" em nosso cotidiano. Não há se falar somente em desmandos políticos do executivo e legislativo, pois o poder judiciário, o ministério público, os segmentos religiosos em seus respectivos campos são também omissos. Ora, quando se fala em omissão, isso se traduz numa aceitação de autoritarismo de exploração sob vários ângulos. 

 Procedimentos os mais torpes, ofensivos à dignidade humana vêm sendo praticados de governos em governos. Mudam-se as siglas partidárias, mas o conluio, a busca insana de apropriações indébitas por parte dos famosos poderes de plantão, que tudo podem e tudo conseguem em troca de favores. 

A Amazônia é do Brasil e dos brasileiros, eis a grande e indubitável fala de nosso Presidente, senhor Jair Bolsonaro. Todavia há que se fazer mais um questionamento: a soberania nacional não se acha em risco, ao se querer privatizar para o capital estrangeiro, nada menos do que 17 empresas nacionais de grande porte? Vejamos algumas: Eletrobrás; Correios; Telebrás; Casa da Moeda. Existe ainda um trabalho em andamento visando à fusão da Embraer, eminentemente brasileira, com a Boeing, tirando dos brasileiros a maior parte de um patrimônio nacional que fabrica e exporta aviões em grande escala. 

A indicação recente de um Procurador Geral da República (Augusto Haras), para atender interesses do governo sobre possíveis denúncias que poderiam ser feitas por ilícitos penais praticados e que cairiam no silêncio e no esquecimento. A indicação de um deputado federal, (Eduardo Bolsonaro), filho do senhor Presidente da República, para o cargo de embaixador nos Estados Unidos da América. Esse mesmo filho, conforme amplamente divulgado pela mídia, adentrou no hospital em São Paulo para visita a seu pai, ostentando uma arma de fogo na cintura, numa afronta a todos os profissionais da saúde que ali trabalham, bem como aos pacientes em geral e à população brasileira. A fala intempestiva de outro filho de Presidente, vereador Carlos Bolsonaro, o qual disse em alto e bom som que "com a democracia vigente, as coisas são mais difíceis de serem resolvidas", foi prontamente retrucada pelo senhor Vice-Presidente Hamilton Mourão e por demais segmentos políticos e do judiciário. 

 Portanto, o que se deve deixar claro e insofismável é o fato de que, a cultura colonialista ainda predomina em nosso país, com imposições de medidas que afetam sensivelmente a população em seu todo, vindo a beneficiar sempre os aliados que se somam à tomada de medidas, mesmo que em detrimento das classes menos favorecidas. Achamos que é chegado o momento de nosso representante maior, Presidente Jair Bolsonaro, deixar que seus ministros devidamente indicados para os mais respectivos cargos, possam ser os verdadeiros interlocutores em suas respectivas pastas, sem essas ingerências que só denigrem a imagem de nosso país.

 Somos brasileiros, amamos nossa Pátria e queremos tudo de bom e melhor para a mesma e, em consequência, para todos nós, mediante a paz, o respeito aos países com quem nos relacionamos, a fim de construirmos uma sociedade pacífica, unida e coesa sob todos os pontos de vista. Todos sabem que a corrupção é endêmica, mas pode ser superada mediante um trabalho sério e honesto, sem ficar se invocando o nome de Deus em vão.                                   

Rio Pomba, setembro de 2019.

Autor: Aristides  Souza  Gomes







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