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Poemas
Postada por:  Valéria Áureo,  em  18/01/2019 às 12h45
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Minha Mãe
Valéria Áureo

18/01/2019 às 12h45

Minha Mãe

 

 

Minha mãe envelheceu-se menina

E se transformou em pequenina.

De cabelinhos brancos, encurvadinha,

Vestida de  avó, de contos da carochinha...

Brincando se pôs a desfazer a vida,

Voltando ao começo da biografia.

Inventou a máquina do tempo,

Descosturando em fiapos os dias,

Apagando da página, letra a letra,

A octogenária e esmaecida escrita.

Passou a rir de tudo, incompreendida

Em anacrônica e infantil alegria,

O que na mocidade nem fazia.

Reverteu a noite em dia,

Pondo a família  em vigília.

Aprisionada na luz da lua

Trancou-se no quarto do passado,

E doravante habita a inocência

Da reencontrada infância.

Acendeu um clarão na noite,

Por onde vagueia sozinha, 

Não deixando ninguém dormir.

Busca a mãe, o pai, a tia,

Na companhia da filha,

Para seu reiterado monólogo

De medo e solidão.

Chamando pelos “meninos”: os de longe...

Onde estarão?

Que os de perto, mistura os nomes.

Minha mãe envelheceu-se menina

E num breve e dolorido  instante

Transformou-se em pequenina Lua,

Na solidão do quarto minguante.

 

Valéria Áureo






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