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Crônicas de Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  13/08/2014 às 18h26
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Precisamos enxergar mais
Geraldo dos Santos Pires – Santão

13/08/2014 às 18h26

Amigos, antes que eu possa entrar propriamente no assunto de hoje é preciso que eu volte a repetir as velhas citações que eu não me canso de dizer aqui, quando é preciso falar da imoralidade, da corrupção despudorada, da gente endinheirada que a produz (pobre não tem culpa de ser corrupto, porque ele é um produto do corruptor, é uma cria do corruptor, que é, simplesmente, uma classe representada pela velha e estúpida burguesia, aqueles tipos que ocuparam, por exemplo, os camarotes dos chiques na Arena Corinthians, como se fossem a fina flor do País (na verdade é só fachada, viu? Dinheiro, que é bom, só quando eles estão nas tetas do Governo. Logo, estão já há um bom tempo de bolso vazio e frustrados, desesperados), mas, voltando à flor do País, aqueles mesquinhos só serviram para envergonhar a Nação, ao gritarem em bloco (eu tenho até vergonha de reproduzir o grito de guerra da elite paulista, de revelar o que devem ser as salas de visitas daquelas mansões, a julgar pelo que tiveram a indecência de fazer em público), parece mentira, mas o mundo inteiro viu e ouviu pela TV: — “Ô Dilma, vai tomá no cu... Ô Dilma, vai...”. Que famílias respeitáveis, não? Quem vê cara...

              Pois é, meus amigos, eu, que tento seguir a prosa inigualável de um Machado de Assis, de um João Ubaldo, de já saudosa memória, quando percebi aqui agora, já havia escrito aí atrás um parágrafo de fazer inveja à “quilometragem literária de Rui Barbosa”, o mestre.

Mas o ato de escrever, de tornar públicas as suas ideias sem freios linguísticos ou rigor exagerado nas regras gramaticais (quando se está deixando deslizar a pena na construção de uma crônica caseira, do dia a dia da gente, por exemplo, causa-nos aquele prazer que só mesmo quem é do ramo sabe). Nestas horas eu me lembro sempre da Valéria Áureo, cujo estilo eu gosto muito (suas palavras parecem escolhidas a dedo para causar prazer); o meu amigo Roberto Nogueira, que eu não sei o que anda fazendo agora, está me fazendo uma falta doida, porque o Roberto sempre me provoca, com os seus variados temas, e eu sou daqueles que gostam de ser provocados. E temos ainda outros colegas, tão brilhantes quanto, ainda que menos frequentes, mas nem por isso menos importantes, porque, de alguma forma, o nosso querido O Imparcial lá vai no rumo dos 120 anos, já tão próximos, com um dedinho de prosa de cada um de nós, mas com a iniciativa corajosa de Francisco Vieira de Siqueira, de Agenor, de José de Assis, que muito meritoriamente ganhou nome de Avenida, e com a inabalável e inigualável dedicação (eu nunca vi ninguém de vontade mais férrea!) desta nossa Carmen Lúcia que, a cada aniversário do Jornal (maiúscula, por favor), coloca-me na obrigação de reafirmar a minha eterna gratidão a ela, em nome da Cidade, por essa entrega total, uma vida por uma causa! Rio Pomba é a única cidade em toda a redondeza que possui um jornal tão longevo, tão perseverante quanto o O Imparcial, o terceiro de Minas; se não me engano o quarto ou quinto jornal mais antigo do Brasil. Ora, isso não é coisa de se desmerecer assim! Já passou da hora das administrações municipais criarem, imediatamente, uma fórmula de aliviar a carga financeira que recai sobre os donos do Jornal, a ponto de terem que ficar mendigando pequenos comerciais, não para dar lucro, mas para custear e não interromper esta relíquia que nenhuma outra cidade tem. Até hoje, prefeitos e mais prefeitos vieram nesses 118 anos e nenhum deles garantiu a tiragem de pelo menos 4.000 exemplares (é o mínimo que se imprime). Querem saber de uma coisa? Eu sei que é um pouco deselegante, mas é uma providência cuja falta nos envergonha há muitos anos, a verdade é esta. Tanto dinheiro se desperdiça, mas uma obra como esta, que, pela sua natureza, somente se construirá outra com mais 118 anos, tem passado dificuldades terminais pelo custo da feitura do jornal e, a qualquer hora, terá fim, se não se tomarem as devidas providências. O pior de tudo é que não é nada caro, nada de absurdo. A cidade está passando por uma fase de grandes transformações, com o crescimento do IFET, são nada menos do que 3.500 alunos, s.m.j., a cidade mudou a cara, novas e muitas famílias precisam se estruturar e construir convivência, bairrismo, intercomunicação, e o papel deste nosso Jornal é indispensável neste momento. Há muito tempo eu escrevo que a “Escola Agrícola” havia chegado ao Município, mas não à Cidade. Eram cerca de 300 alunos, no princípio, e eles tinham até dificuldades de vir à Cidade, por falta de estruturação no convívio com a mocidade da rua; quase sempre ficavam praticamente reclusos no bairro da Escola. Mas hoje a coisa mudou. Temos o IFET com mais de 3.000 alunos (rapazes e moças), tem implicação de moradia para acolhê-los, ou seja, a Cidade não pode mais simplesmente ignorar a sua presença. A Cidade virou outra (com licença: quando escrevo Cidade com “C” estou me referindo a Rio Pomba, é por isso a maiúscula), mas, a Cidade já é outra. Já existe uma convivência pacífica da juventude, já existem casas prontas e construções em profusão, não falta abrigo. Até que enfim, a “Escola Agrícola” está chegando efetivamente em Rio Pomba, está aqui, vivendo aqui, amando ou odiando, mas está aqui e nós precisamos, com competência, absorver com dignidade esses alunos, os professores, os seus familiares, e sermos um só povo, uma só gente, uma só Cidade, um só coração.

Bom, como vocês mais espertos podem observar, eu sempre me perco no meio do caminho e acabo mudando de rota. Mas é aquilo que eu falei: não há coisa melhor do que deixar os dedos dançarem como bailarinos pelo teclado a fora, crente que escreveram uma crônica. Todavia, não sei se vocês notaram, mas eu consegui, sabe Deus como, não me enveredar pela tentadora crônica político-partidária. Ah, esse Santão...

Foto:freestockphotos





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