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Crônicas de Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  01/08/2014 às 20h02
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Pode deixar que eu explico

01/08/2014 às 20h02

Amigos, terminou a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Aliás, não terminou. É como uma pedra que você joga no meio de um lago: as ondas vão se multiplicando, se abrindo sem vontade de parar... É o mesmo que acontece com um evento da magnitude deste que aconteceu aqui. Jogos, estes já acabaram. Mas a repercussão continua. Não se fala em outra coisa, no momento. Eu, por exemplo, depois que descobri o canal de TV número 25, ESPN, nem preciso me preocupar: liguei no princípio da Copa e não desliguei até agora, quando lhes escrevo, às 18h35 do dia 15.07.14. Pouco me importa o consumo, o que vale é a qualidade da informação. E o time da ESPN é muito melhor que todos os outros juntos. Excelentes comentaristas. Quem vê jogo neste canal, nunca mais vê a Globo.

Mas, antes que eu me esqueça, ainda agorinha minha TV estava ligada no canal 25 —ESPN —, quando se apresentava uma reprise daquele jogo entre Alemanha e Gana, que terminou em 2x2, e por pouco Gana não deixa a Alemanha a ver navios. Vocês devem ser como eu, ou seja, também viram este jogo, mas já se esqueceram. Lembro, entretanto, que foi um sacrifício para a Alemanha manter o empate. E eu estou falando da mesma Alemanha que deu de 7x1 no Brasil e que, muito gentilmente, tirou o pé do acelerador para não fazer mais uns dez gols. Ela, Alemanha, que está achando linda a sua estada no Brasil, no meio dos índios e dos não índios também; eles foram extremamente delicados conosco, em cada segmento de nossa Sociedade. Mas, voltando um pouquinho, e para não perder a oportunidade, quando a Alemanha dava de sete a um, o Dr. Felipão + o Dr. Parreira se mantiveram abasbacados, perdidos, tontos. E, depois do desastre, a dupla sertaneja “scolari e escolado” (este só aparece no fim, assim mesmo, se ganhar; é escolado), disseram que deu um pane em campo (o certo é uma pane, é substantivo feminino, que vem do francês panne) ; o outro erro é que não foi só em campo, foi no piloto e no copiloto, principalmente estes, a quem cabia fazer com que o avião pousasse, interrompessem o jogo (mandar alguém cair em campo, sei lá), para tirar o time do pânico. Mas não era só o time, o Felipão e o Parreira também não sabiam (nunca souberam!) o que fazer. Que vergonha, meu Deus! Que vexame! Aliás, estão argumentando agora que o remédio para o Brasil é trazer um técnico estrangeiro, pois a Alemanha está treinando este mesmo time, agora campeão, há dez anos! E eu digo: — Se não dessem a sorte que deram, teriam perdido para Gana. A propósito, vejam os resultados da Alemanha nesta Copa: contra o defunto Portugal, 4x0; contra Gana, 2x2; contra EUA, 1x0; contra Argélia, 2x1; contra a França, 1x0; e contra o Brasil, 7x1, porque não quiseram fazer mais. Mas, observe bem o leitor: por esses resultados que a Alemanha teve na Copa, quase perdendo por times pobres da África, essa história de estar treinando o mesmo time já há dez anos, francamente, não me parece seguro e nem modelar. Não me parece convincente tomá-la como modelo, como dizem alguns sabichões apressados, que têm o privilégio do microfone. E estou dizendo isto de propósito. Já tem gente falando que precisamos de técnico estrangeiro. Pelo amor de Deus! O brasileiro é assim: ele escuta uma coisa e, em vez de examinar aquilo primeiro, não; ele sai repetindo aquilo com uma certeza matemática! É de fazer dó. É por isso que os argentinos nos chamavam de “macaquitos” até bem pouco tempo, ou seja, o que nós sabíamos até então, era somente imitar os outros. Como macacos. E nós cansamos de brigar com eles. Aliás, a nossa raiva deles não era por causa de futebol, era por causa do apelido de “macaquitos”. E não é à toa esse ar superior que eles tinham sobre nós. E ainda têm. Estou cansado de dizer aqui: enquanto na Argentina havia uma Universidade Federal desde 1613, aqui ela só foi chegar em 1928 (315 anos na nossa frente). Eles não são culpados de nada. Somos nós, ora bolas! O que era o Brasil até 1928? Uma pobre e dependente colônia de Portugal, a verdade é esta.

             Mas vamos ao que interessa: talvez seja preciso eu voltar a este assunto outra hora, o espaço não vai dar. Mas deixe-me dizer só uma coisa. Todas as vezes que ganhamos a Copa do Mundo, nunca foi o conjunto nem a tática estudada e decorada da Alemanha, da Holanda ou de qualquer outro. Nosso futebol nunca foi este. Nosso futebol e as nossas conquistas sempre foram, SEMPRE, o resultado da genialidade de um ou dois gênios vestidos de camisa, calção e chuteiras. Vejam Pelé e Didi em 1958; vejam Garrincha e Amarildo em 1962; vejam (aí sim, sobraram craques) Jairzinho, Carlos Alberto, Pelé, Tostão, Rivelino e Gerson, craques que, apesar do “técnico” Zagalo, ganharam com sobra o TRI; vejam 1994, com o baixinho Romário; vejam em 2002, com Ronaldo; e perdemos esta de 2014, porque o menino Neymar quase foi assassinado, e teve que sair.

             Não me venham, agora, os entendidos de futebol, querer buscar técnico na Europa, porque o craque brasileiro é improvisador de nascença, é um repentista nato, inventa a jogada na hora, nunca vai aprender a decorar regrinhas em sala de aula. O que mata o nosso futebol é o mesmo que mata a nossa política: corrupção. E é lá no topo mesmo, os poderosos. Por isso não tem jeito de o Congresso botar no cargo de presidente da CBF alguém honesto, se o próprio Congresso é o maior foco da corrupção. Aliás, e a propósito, sugiro à Presidenta Dilma que um bom começo para se limpar a sujeira na CBF, seria montar um Ministério dos Esportes à prova de safadeza. Vale a pena, pois, como o leitor se lembra, eu disse aqui, muito antes, que o time não chegaria ao hexa, mas que o Brasil, este já havia vencido nesta Copa. E como venceu!

 Geraldo dos Santos Pires (Santão)

geraldo.santao@yahoo.com.br






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