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Crônicas de Valéria Áureo
Postada por:  Valéria Áureo,  em  22/11/2013 às 10h26
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A Voz do Brasil
A voz do Brasil muitas vezes se misturou ao canto dos passarinhos. Já nas Cartas de Pero Vaz de Caminha, à época do descobrimento, se falou deles: “... Enquanto andávamos nessa mata a cortar lenha, atravessavam alguns pássaros essas árvores; verdes uns, e pardos, outros, grandes e pequenos, de sorte que me parece que haverá mui, muitos nesta terra... Todavia segundo os arvoredos são mui, muitos e grandes, e de infinitas espécies. Não duvido que por esse sertão haja muitas aves!”

22/11/2013 às 10h26

A voz do Brasil muitas vezes se misturou ao canto dos passarinhos. Já nas Cartas de Pero Vaz de Caminha, à época do descobrimento, se falou deles: ... Enquanto andávamos nessa mata a cortar lenha, atravessavam alguns pássaros essas árvores; verdes uns, e pardos, outros, grandes e pequenos, de sorte que me parece que haverá mui, muitos nesta terra... Todavia segundo os arvoredos são mui, muitos e grandes, e de infinitas espécies. Não duvido que por esse sertão haja muitas aves!” Houve autor que fez do brasileiro o poético menino-passarinho, conforme compôs Luiz Vieira em “Preludio pra ninar gente grande”:“No calor do teu carinho/Sou menino-passarinho/Com vontade de voar...” Vontade de voar e de cantar. Porque a vida deveria ser cantar e cantar e cantar... Como Gonzaguinha eu “Eu fico/ Com a pureza/Da resposta das crianças/É a vida, é bonita/E é bonita.../Cantar e cantar e cantar/A beleza de ser/Um eterno aprendiz...”

Do grito do Ipiranga ao brado retumbante, novo som se espalha pelas ruas. Um canto entoado por meninos... Um canto novo, é bem verdade, mas o Brasil já teve muitas vozes que fizeram a trilha sonora deste país.

O Brasil já foi canto de Castro Alves, dores dos degredados, Canção do Africano; já foi choro nos navios, lamento sob a chibata: “ Lá na úmida senzala, /Sentado na estreita sala,/ Junto ao braseiro, no chão,/ Entoa o escravo o seu canto,/ E ao cantar correm-lhe em pranto/ Saudades do seu torrão ...”

Já foi lamento saudoso, já foi Canção do Exílio de Gonçalves Dias: "Minha terra tem palmeiras,/Onde canta o Sabiá;/As aves que aqui gorjeiam,/Não gorjeiam como lá.../ Não permita Deus que eu morra,/Sem que eu volte para lá...”

Já foi Carmen Miranda, que mostrou “o que é que a baiana tem...” mostrou a cor do Brasil mulato: “Vou cantar-te nos meus versos/Ô Brasil, samba que dá/Bamboleio, que faz gingar... /Brasil, Brasil/ Deixa, cantar de novo o trovador/A merencória luz da lua/ Toda canção do meu amor...”

Já foi Tom Jobim no: “ Brasil, sei lá/Eu não vi na terra inteira/O que nessa terra dá/E o que é que dá?/Gabiroba, gameleira,/Guariroba, gravatá/Tambatajá, ouricuri e juremá/Xingu, Jari, Madeira e Juruá/Do Boto cor-de-rosa ao Boitatá/ Dá Goiaba, cajá-maga e cambucá/Caju, pitanga e guaraná/E dá vontade de cantar... /Dá Sanhaço, tiê-sangue, tangará/Dá curió e sabiá/E dá vontade de cantar/E o que é que dá?/Ouricuri e juremá/E o que é que dá?/Caju, pitanga e guaraná/E o que é que dá?/Suçuarana e guará/E o que é que dá?/Dá curió e sabiá/E o que é que dá?/Dá é vontade de cantar...”

É, dá muita vontade de cantar todas as músicas em mil vozes... Brasil hoje é um novo grito do Ipiranga, às margens não tão plácidas, de rios, cidades e rodovias; é um canto uníssono dentro de estádios, ou ocupando as avenidas... É a melodia do orgulho pelo que representa o símbolo nacional ressurgido. É o sentimento de Pátria, de suor à flor da pele, coração acelerado pulsando no peito, que leva a mocidade às ruas e a faz clamar; aos mais velhos faz chorar... Com o som está a cor, na única bandeira possível, na junção de todas as vozes e tons do espectro de cores. É "a cor da luz” no branco da Paz. Para que outra bandeira, se esta representa o Povo com todos os credos, convicções, raças, opções e cores? 

Acho que nem é por força de Lei, mas pelos efeitos positivos dela, que se ouve o grito do povo “ em brado retumbante” nas ruas. Povo orgulhoso de saber e poder cantar o Hino Nacional*.

          Finalmente, Cazuza, o Brasil mostra a sua cara!**



**-"A partir de 22 de setembro de 2009, o hino nacional brasileiro tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo". Passados quatro anos vemos ressurgir a letra e a melodia plantadas nas escolas. Porque, nesta terra, em se plantando tudo dá. Até amor à pátria podemos cultivar e colher...


**- Cazuza- "Grande pátria/Desimportante/Em nenhum instante/Eu vou te trair/Não, não vou te trair.../Brasil!/Mostra a tua cara/Quero ver quem paga/Pra gente ficar assim/Brasil"!


Valéria Áureo






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