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Crônicas de Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  19/11/2013 às 14h07
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Procurando rumo...
Amigos, de vez em quando eu leio as crônicas assinadas por João Ubaldo Ribeiro, o melhor escritor brasileiro, creio eu, dos últimos vinte anos, pelo menos...

Amigos, de vez em quando eu leio as crônicas assinadas por João Ubaldo Ribeiro, o melhor escritor brasileiro, creio eu, dos últimos vinte anos, pelo menos. Tem caixa para mais, porém, se formos voltar muito, encontraremos no caminho as crônicas de Nelson Rodrigues, o dramaturgo atrevido, autor de Álbum de Família e centenas de outras obras de idêntica ou até melhor rasgo de talento. Muito particularmente (aqui pra nós), Nelson Rodrigues não está nesta ou naquela geração, mas em todos os tempos, se me permite alguma (nem que seja uma) opinião diferente. A propósito, quando eu falo de gente como o Nelson, eu me lembro também da Valéria Áureo, que resolveu reaparecer com a sua cara que eu gosto mais, o seu jeito mais gostoso de se expressar (todos os seus jeitos são inteligentíssimos, mas o escritor de vastos recursos, como é o seu caso, é capaz de ter um jeito para cada exigente leitor, mesmo que o estilo e a personalidade não precisem sofrer nenhum arranhão. É como as pessoas que nós encontramos pela rua: umas são lindas para alguns, são simpáticas para outras, carismáticas para outras... Mas se uma pessoa é bonita mesmo, todos podem chamá-la do que quiserem, menos de feia. Aí não dá. Você vai ser chamado, no mínimo, de invejoso. Assim é a nossa querida colega. Da minha parte, ainda que já pareça caducando de vez em quando, guardo sempre cuidado ao avaliar essa gente de grande talento.

Bem, mas lá vou eu me descambando, deixando livremente uma coisa puxar a outra e, agora mesmo, o espaço acaba.

Meus amigos, o Pomba tem mudado muito. Eu saí ali pelas 10h de domingo para comprar jornal. Para falar a verdade, e se me permitem este parêntese, eu não sei por que ainda compro o O Globo. Aliás, eu sei: é mesmo só por causa de João Ubaldo e de mais nada e ninguém. Acho que não preciso explicar por quê. Mas, continuando, até a banca de jornal fica escondida lá dentro do edifício Oraldes. Nesta cidade, hoje em dia, e aos domingos, é como se todos nós quiséssemos nos esconder uns dos outros. Nas ruas não há vivalma! Nem os carros, veja! As centenas de carros e caminhões e motos, e bicicletas na contramão (eu não acreditei, mas me disseram que os responsáveis argumentaram que é a cultura da cidade (?). Eu vou até levar o assunto até o Gilberto dos Santos, do IBGE (inteligência privilegiada, o Gilberto), para ver se ele me aponta uma luz no fim do túnel, pelo menos. Durante a semana não há espaço para se estacionar, é incrível! Se fosse eu, instituiria a cobrança de estacionamento no Centro. Não vai encher mais o saco do que as centenas de quebra-molas que a gente só vê quando o carro dá um pulo depois de passar por ele. Ninguém enxerga. É preciso manutenção, gente! Precisa passar uma tinta melhor ao menos uma vez por mês! Vai mola, vai amortecedor, vai isso, vai aquilo... O quebra-molas, com poucos dias, fica tão cinza quanto à rua! É desmazelo e é sacanagem com todo mundo que tem carro. Quem avisa, amigo é. Sobre o estacionamento, tem gente que sai de manhã, vem para a Praça, estaciona, e só sai dali à noite. Com isso, quem quer fazer uma compra não tem onde parar. Não sei como os comerciantes não viram ainda... Isto, porque, sabe o que vai acontecer já já? O Centro vai virar outra rua São José, de Ubá, a rua Halfeld, de Juiz de Fora, e tudo vira calçadão. E solidão, vocês vão ver. O fato é que ninguém sabe como, mas o povo migra, muda de lugar... É preciso falar, alguém tem que puxar o assunto. Com certeza já devem ter encomendado um estudo sobre o impacto sociológico sobre a Cidade, o IFET e a convivência que existe e a que deveria existir em todos os aspectos da sociedade humana como um todo. Este colégio, pelo seu tamanho, sua organização e sua participação direta nos destinos desta sociedade, considerando aí, principalmente, o capital que dele advém mensalmente e atinge todos os setores da nossa economia, necessariamente tem que fazer parte integrante do Município e de todos os seus resultados econômicos, sociais e até afetivos. Sinceramente, eu creio que o assunto merece uma introspectividade por parte de todos nós, mas, principalmente, dos intelectuais, dos educadores, naturalmente junto com a equipe de confiança do senhor prefeito. Alguns podem pensar que é exagero, que a banda toca de qualquer jeito e no fim dá certo... Mas não é não. Eu creio que o ideal de Último de Carvalho ia mais longe do que a nossa vã “filosofia” possa imaginar. É verdade que a cidade fez a Escola, este colosso de educandário (ainda mais nos últimos tempos, e os novos dirigentes sabem o que eu penso), mas também é verdade que a Escola ajuda, e como, a fazer esta cidade muito mais importante! Nosso povo está de parabéns. Com certeza está acolhendo os novos servidores do IFET que aqui aportam com a devida educação que eles merecem. Afinal, são novos rio-pombenses que se juntam a nós, são nossos irmãos, devemos dar-lhes o melhor da nossa recepção e convivência. Rio Pomba mudou muito e toda mudança causa transtornos momentâneos, mas quem sabe essa gente toda que veio juntar-se a nós não veio para tornar a cidade maior e melhor? Vamos acreditar nisto e vamos apostar nas novas gerações.

Vocês me perdoem, mas juro que comecei esta crônica para falar da feira ali em frente à Matriz, que está uma beleza e só tem aumentado. Aliás, o prefeito fez um esforço enorme para instalar a feira nas dependências da Exposição (sou obrigado a confessar que, para mim, lá é que é o lugar ideal para ela...), e, no entanto, cá no Centro está um sucesso. E ainda tem uma música local (Helinho do PT, seu irmão Henrique com a esposa, o simpático gordinho Fávero, que me ajuda a desmentir que nossos dedos grossos atrapalham a tocar violão... Tem ainda o meu amigo do teclado...). Olhem, tem muito mais gente boa que aparece por lá. Está muito agradável a feira. Tem só que baratear um pouco.

Desculpem “o virado à paulista” que virou esta crônica, mas uma coisa puxa a outra e... Já viu, né?






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