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Crônicas de Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  14/11/2013 às 15h09
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Nem o Roberto resistiu ao Papa
Amigos, nada como os ditados antigos... A propósito, os ditados clássicos são todos, sem exceção, antigos. Por exemplo, que me dizem daquele “quem é vivo sempre aparece”? Pois é, rapaz! Foi a maior surpresa (assim mesmo, com exclamação) eu, ao abrir o último O Imparcial, ver lá, de corpo e alma — mais de alma que de corpo — o próprio Roberto Nogueira Ferreira, e fazendo nada menos do que o editorial do Jornal (continuo escrevendo com “J” maiúsculo) sob o título “Salve o Papa Francisco” e que, como eu não poderia esperar diferente, presenteou-nos com um belo texto.

Amigos, nada como os ditados antigos... A propósito, os ditados clássicos são todos, sem exceção, antigos. Por exemplo, que me dizem daquele “quem é vivo sempre aparece”? Pois é, rapaz! Foi a maior surpresa (assim mesmo, com exclamação) eu, ao abrir o último O Imparcial, ver lá, de corpo e alma — mais de alma que de corpo — o próprio Roberto Nogueira Ferreira, e fazendo nada menos do que o editorial do Jornal (continuo escrevendo com “J” maiúsculo) sob o título “Salve o Papa Francisco” e que, como eu não poderia esperar diferente, presenteou-nos com um belo texto.

O mais curioso é que acabei lendo a matéria umas três vezes. Pode-se até pensar que achei a narrativa complicada ou difícil, mas não, estava profunda, isto sim.

Aliás, isto é bem próprio do Roberto: ele lança uma frase enigmática, tipo misteriosa, que é para o leitor decifrar junto com ele ou, se preferir, tirar sua própria conclusão. E são essas coisinhas aparentemente miúdas que dão o charme no estilo do autor.

Pois bem. Não haveria que explicar mais nada, se não fosse o leitor assíduo e exigente. E ele existe. E é só por causa dele que eu vou “tentar explicar”:

Eu não sei por que cargas d’água, o Roberto parou de escrever no O Imparcial. É claro que deve ter as suas razões, porém, esta relação do escritor com o jornal, a sua aparição nas páginas dominicais e o seu estilo inconfundível, tudo isso não é uma relação qualquer, isto é mais ou é um autêntico e belo caso de amor. Não é, pois, uma coisa que iríamos entendendo como cada um quisesse e deixando passar, só passar, até que caísse na vala comum do esquecimento... O leitor pode não perceber e nem tem a obrigação de imiscuir-se neste tipo de relação, mas, só para deixar mais claro, nós, que vimos há tanto tempo (eu e Roberto e outros) conversando com vocês e, mais importante ainda, contando a história da cidade junto com vocês, vivendo juntos os seus momentos mais emocionantes... Sinceramente, não é de uma hora para outra que estamos prontos a cortar esta relação assim, de forma brusca, episódica, e para mim, até impensável, pois não consigo conviver com a ideia deste desenlaçamento. Eu acho deselegante, assim de público, convidar o Roberto a voltar para casa. Mas vou fazê-lo pessoalmente, em nome de todos nós que gostamos do seu estilo literário.

Muito bem. Podemos voltar ao editorial sobre o Papa.

No último parágrafo que o Roberto escreveu, ele disse assim: “Francisco não é só o Papa que a Igreja Católica estava precisando. Ele é a luz de humildade e simplicidade que precisa ser reacendida para iluminar o caminho de todos com o amor de seu sorriso. Mas que não seja um caminho individual, egoísta, mas um caminho que nos conduza à vida terrena digna para todos e não somente para alguns segmentos sociais”.

Vejam bem que apenas neste único parágrafo que transcrevemos aqui, o nosso editorialista definiu o Papa, vestido de humildade e simplicidade. E ele chamou a atenção para uma Igreja que está mais egoísta do que devia, menos igualitária do que é obrigada a ser, enfim, precisa ser mais exemplar do que tem sido. E como eu realcei lá em cima, Roberto tem a mania de convidar o leitor para refletir com ele. Foi o que ele fez, quando disse lá: “Francisco está mais perto de Cristo do que da Igreja”. Uma frase tão pequenina, mas capaz de provocar grande estrondo aos ouvidos corajosos dos que são capazes de analisar a fundo, de ir lá dentro, no âmago da questão. O Roberto foi. Foi e encontrou lá tudo que narrou no seu texto: desigualdade, desumanidade, corrupção e, principalmente, INDIFERENÇA: pessoas passam por outra caída na calçada como se estivesse passando por uma pedra qualquer. Quase ninguém mais é capaz de sentir comiseração por ninguém, os corações empedraram-se.

Já por diversas vezes eu disse aqui que é complicado demais ser simples. Por isso as pessoas não encontram o caminho puro e leve da simplicidade. Da mesma forma, é difícil demais ser humilde de verdade (não se sentir maior do que o outro). É por isso que ficamos todos espantados e encantados com a simplicidade e a humildade do Papa Francisco, que já escolheu este nome não é à toa.

Infelizmente, grupos escolhidos para representar alguns figurões interessados em perturbar a paz e o progresso deste País, tentaram, sem razão de ser, quebrar tudo, tentaram impedir a caminhada da sandália franciscana do Papa, porém, a luz que emana de Deus foi muito mais forte e todas as armadilhas foram superadas. Parabéns, Presidenta Dilma. Já dizia Ibrahim: “Os cães ladram e a caravana passa”. Passou.






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