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Crônicas de Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  29/05/2013 às 09h51
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Não adianta, eu acabo chegando lá embaixo
Geraldo dos Santos Pires geraldo.santao@yahoo.com.br

29/05/2013 às 09h51

Amigos, vira e mexe o pessoal mais chegado a Machado de Assis, a Rubens Braga, considerado o maior cronista do Rio de Janeiro dos bons tempos, (curioso, este último, só li raramente; fui mais influenciado por Nelson Rodrigues, que foi um fenômeno, para mim), mas a turma gosta sempre de me perguntar de onde eu tiro as ideias... Eu sempre respondo a mesma coisa: dizem que A CRÔNICA é, de todos, o mais difícil dos estilos. Pois — veja bem ! —é onde eu me sinto mais livre para dizer o que quero e como quero. Exatamente assim, deste jeito que eu vim até aqui, usando os sinais de pontuação que me parecem mais exatos para a hora, dizendo as palavras simples que todo mundo sabe (afinal, ninguém está aqui para correr a toda hora e pegar o dicionário...), e até principalmente, porque eu sempre achei que a beleza está no simples, nunca no complicado. E até mesmo, falando sério, este negócio de escrever, se é que eu escrevo razoavelmente bem como dizem, no fundo mesmo eu acho que isto não vem de Machado de Assis ou outro gênio qualquer, isso chega até nós como um dom de Deus e fim de papo. É como o dom de Pelé chegou até ele, o desse menino aí, o... Como é que chama? O Neimar, o Oscar, no basquete e tantos outros gênios por aí que a gente nem sabe, da área científica, há maravilhas surgindo na medicina moderna que nos arrepiam o corpo, e vêm de todas as partes do mundo... Em cada lugar existe um gênio que em breve aflora e logo assusta o mundo com sua descoberta. Mas no fim, todos os dons vêm do céu; não tenho explicações racionais para eles.

Muito bem. Crônica é isto. Já vim até aqui e deverei ter feito só a cabeça da obra, ainda me faltam tronco e membros. Mas o leitor que já me acompanha desde 1962 neste mesmo jornal (51 anos), já se ligou e já percebeu que estou mais enrolado que cipó no mato, dando voltas, procurando saída, porque, toda vez que isso acontece, é porque eu me sentei ao computador também sem ideia nenhuma sobre qualquer tema a desenvolver. É que eu sempre faço isso e, no meio do caminho, acabo achando um ponto de ligação que me levará até o final do texto. Querem ver uma coisa?

Lembrei-me do que um amigo me contou ontem (hoje é quarta, 3.4.13). Não é outro senão o Gilberto Quintão, meu amigo de confiança, e da confiança da deputada federal Margarida Salomão, ex-reitora da UFJF e um dos cérebros mais privilegiados da cultura brasileira. Gilberto foi escolhido por ela para integrar o seu grupo de trabalho e eu estou feliz, porque conheço os dois, sei que a Margarida é um fenômeno e que a Câmara Federal não demorará a descobrir nela um valor muito raro e ao mesmo tempo tão necessário na Casa. Quem viver verá. Quanto ao Gilberto, neste pouquíssimo tempo de convivência (ele foi contratado recentemente por ela), foi plenamente aprovado. Ele merece: é inteligente, é um craque no trato com as pessoas em qualquer nível, raciocínio rápido, de inteira confiança, não tem preguiça, comportamento social exemplar e, principalmente, equilibrado, sereno e, o que não deve faltar em quem lida na política, é perspicaz.

E lá vou eu, estão vendo? Quase acabando. Só sei que estávamos conversando e o Gilberto me disse o seguinte: “Você acredita que já estão publicando por aí que o nosso Papa foi conivente com os militares argentinos na última ditadura deles?”

Eu assustei. Primeiro, porque eu nunca vi nem soube de nenhum ato do atual Papa, quando o país vizinho usou e abusou da ditadura. Segundo, porque, se é verdade ou não, a atual presidente da Argentina, segundo ela teria tagalerado aos quatro cantos, ela mesma é que gostaria de ser a Papisa, na falta do então Papa renunciante. Como se vê, ela se acha muito mais do que uma rainha da Inglaterra, não? Ela se acha tudo, a infeliz. O que fica muito difícil é comparar a arrogância dela com a humildade do Papa Francisco.

Bem, mas o final feliz disso tudo aí foi a praticamente anunciada forma com que o novo Papa assumiu, ou seja, com todos os requisitos de simplicidade, como o anel de prata em vez de ouro, a roupa branca e comum da primeira exibição em público, as caminhadas a pé junto com os cardeais, dispensando o papamóvel e outras demonstrações de ostentação que Francisco dispensou todas.

Quanto a esta história, que eu não sei exatamente de onde partiu, a de que o então bispo ou arcebispo — essas nomenclaturas eu não sei direito —, hoje, Papa, apoiou atos da ditadura argentina, pode saber que tem coisa mal contada aí. Se for só porque o arcebispo argentino não conseguiu impedir a carnificina das Forças Argentinas, então os religiosos do Brasil cometeram o mesmo pecado, porque até hoje não me consta que impediram coisa alguma. Ou melhor: Não tinham poder para impedir. Tanto lá, como cá. E esse nosso Papa é muito mais Pop ainda.

Pronto. Escrevi uma crônica. Podem chamá-la de colcha de retalhos, mas é crônica.






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